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13º Seminário Internacional de Avaliação Econômica

O Seminário Itaú Internacional de Avaliação Econômica de Projetos Sociais tem como objetivo debater boas práticas de avaliação econômica.



13º Seminário Internacional de Avaliação Econômica - Naercio

Apresentação do Programa Coordenadores de Pais (Fundação Itaú Social).

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Transcrição

00:00 a 00:07 (Vinheta de abertura)

Imagem: Vinheta de abertura. No cabeçalho, tarja retangular com degradê da esquerda para a direita, a partir da cor rosa até a cor laranja. No canto superior direito, a logomarca do Itaú Social. No rodapé, ilustrações de uma cidade composta de casas, prédios e árvores, cada elemento com uma tonalidade da cor laranja, ou mais clara ou mais escura. Na parte central da tela, fundo branco com os seguintes dizeres que vão aparecendo, escritos em azul escuro: “Décimo Terceiro Seminário Internacional de Avaliação Econômica, A relação entre família e escola nas políticas educacionais”. Estes dizeres se dissolvem e novo texto aparece, em azul escuro: “Avaliação de impacto do programa em Goiás”.

Áudio: trilha animada

00:08 ao Fim (Naercio)

Imagem: Palestrante Naercio, da Fundação Itaú Social, está sobre um palco, num auditório, falando ao microfone para a plateia e andando de um lado para o outro.

Áudio: Nós nos concentramos na Teoria da Mudança. Quer dizer, quais são os mecanismos que podem fazer com que o programa tenha impacto? Então, nós temos aqui essa Teoria da Mudança. Então, a ideia é que o coordenador de pais, como descrito pelo Tony, vai afetar em primeiro lugar a relação “família, aluno e escola”. Então, em primeiro lugar, nós temos o acolhimento da escola, o que quer dizer, como a escola recebe os alunos e como as escolas recebem os pais dos alunos; depois, será que as iniciativas da escola se alteram a partir do programa? Será que as iniciativas das famílias se alteram, com relação ao desempenho do aluno, às suas expectativas e assim por diante? A partir desse primeiro impacto do programa, nós temos a alteração da relação “família, aluno e escola”. Então, começa a haver mais diálogo entre a família e o aluno; os responsáveis, que são os pais ou cuidadores, começam a incentivar as crianças a estudar mais, esforçar-se mais, fazer a lição de casa e assim por diante, que é a “rotina dos estudos”; e valorizar os estudos. Então, os artigos e as pesquisas mostram que um dos principais problemas de aprendizado das crianças é a baixa expectativa que eles têm com relação ao futuro. Então, muitos jovens não têm expectativas, não acham que a escola vale a pena, não acham que a escola pode melhorar sua vida... a gente chama isso de “miopia”, “visão de curto prazo”. Então, se a gente conseguisse alterar essas expectativas desses relacionamentos, a gente poderia ter impactos importantes tanto na frequência e no abandono, como no longo prazo, no desempenho. Nós fizemos uma pesquisa de campo: trezentos e sessenta entrevistas nas famílias das escolas com o coordenador de pais e trezentos e cinquenta entrevistas nas escolas sem coordenador de pais. As variáveis que a gente usou pra formar um grupo de controle são: o tamanho da escola, localização, ideb, taxa de distorção idade-serie, taxas de aprovação, reprovação e abandono e assim por diante... características da escola. E nós coletamos as perspectivas, informações dos responsáveis dos alunos e das informações socioeconômicas da família. Então, este é um esforço adicional. Ao invés de somente usar os indicadores tipo ideb, notas... tentar ir atrás das famílias para entender se o programa está mudando a visão das famílias, se está efetivamente mudando as expectativas das crianças. Então, a ideia é tentar extrair, de informações subjetivas, informações úteis que podem ser afetadas pelo programa. Então, aí a gente fez uma análise fatorial pra tentar condensar essa informação. Essa é uma análise, é uma parte mais técnica. Mas, basicamente, se eu tenho que usar alguns critérios pra tentar condensar as informações que têm nessa quantidade grande de perguntas, em alguns fatores que são importantes. Das onze sub dimensões que os gestores e a coordenadoria achavam que poderiam ser impactadas pelo programa, nós achamos cinco delas e que foram confirmadas pela análise fatorial. Então, o acolhimento da escola é importante, é um fator importante; o diálogo da família e do aluno também é um fator importante; do ponto de vista do aluno, também o acolhimento da escola, a valorização do estudo e o incentivo da família. A gente vai comparar o impacto do programa nesses fatores. A gente fez as entrevistas domiciliares. A gente fez um pareamento para encontrar, para cada família de escolas beneficiadas, a sua família mais parecida possível, nas escolas não beneficiadas. Então o pareamento em nível de família, para tentar fazer com que as famílias sejam parecidas no grupo de tratamento e no controle. E depois, a gente usa um método estatístico, depois do pareamento, e as variáveis são incluídas como controle na estimação do impacto. O programa teve impacto sobre duas delas: o acolhimento da escola, do ponto de vista de responsáveis; e o incentivo da família, se a família monitora, incentiva sua rotina de estudo. Então, no curto prazo, o programa impactou duas dimensões que são importantes pra alterar evasão, nota e desempenho dos alunos.

Áudio: trilha animada