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13º Seminário Internacional de Avaliação Econômica

O Seminário Itaú Internacional de Avaliação Econômica de Projetos Sociais tem como objetivo debater boas práticas de avaliação econômica.



13º Seminário Internacional de Avaliação Econômica - Otoniel

Apresentação do Programa Coordenadores de Pais (Fundação Itaú Social).

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Transcrição

00:00 a 00:07 (Vinheta de abertura)

Imagem: Vinheta de abertura. No cabeçalho, tarja retangular com degradê da esquerda para a direita, a partir da cor rosa até a cor laranja. No canto superior direito, a logomarca do Itaú Social. No rodapé, ilustrações de uma cidade composta de casas, prédios e árvores, cada elemento com uma tonalidade da cor laranja, ou mais clara ou mais escura. Na parte central da tela, fundo branco com os seguintes dizeres que vão aparecendo, escritos em azul escuro: “Décimo Terceiro Seminário Internacional de Avaliação Econômica, A relação entre família e escola nas políticas educacionais”. Estes dizeres se dissolvem e novo texto aparece, em azul escuro: “O programa coordenador de pais”.

Áudio: trilha animada

00:08 ao Fim

Imagem: Palestrante Otoniel, da Fundação Itaú Social, está sobre um palco, num auditório, falando ao microfone para a plateia e andando de um lado para o outro.

Áudio: O objetivo dessas ações é, então, aproximar a família, a escola e a comunidade para garantir uma frequência interessada dos alunos. Então, num primeiro momento principalmente do projeto, o foco dele era muito de continuar sendo uma das estratégias de garantir uma frequência, de evitar evasão dos alunos; e também buscando o desenvolvimento integral dos estudantes. A ideia é que essa aproximação, todo mundo sabe e concorda, quase como um senso comum, que é importante. O nosso desafio é buscar como fazer isso. É um projeto que a gente desenvolve sempre então em parcerias com secretarias de educação e o nosso parceiro técnico a o CIEDS. É um projeto, então, que busca identificar uma pessoa da comunidade, do entorno da escola, contrata essa pessoa para trabalhar, então, em período integral, buscando aproximar a família da escola. O perfil, então, desses coordenadores de pais são principalmente mulheres, na faixa dos 35 anos e são pessoas que têm até o Ensino Médio; e principalmente são pessoas ali da comunidade e principalmente são pessoas que, por um lado, valorizam a educação e têm uma escuta ativa. Selecionam-se esses coordenadores, faz-se uma formação inicial para esse grupo e depois, com o desenvolvimento do projeto, acompanha-se, faz-se uma formação continuada, normalmente uma vez por semana. Então, a gente se encontra com o grupo para conversar sobre o que ele está encontrando no território, quais são os desafios, o que está dando certo... Então, esses coordenadores de pais, o que eles fazem? Muitas vezes, quando a família vai na escola, o coordenador de pais é a primeira pessoa que ela procura. Quando tem um aluno com uma questão de faltas ou indisciplina, o coordenador de pais senta com ele, conversa, busca entender o que está acontecendo; ele (o coordenador de pais) realiza visitas domiciliares. No início do projeto , essas visitas eram principalmente quando o aluno abandonava a escola, quando os pais nunca apareceram em reuniões de pais... O coordenador de pais, então, como ele mora ali na comunidade, ele fazia uma visita domiciliar para conversar, para saber e se inteirar da situação... A gente tem trabalhado também com ações, que a gente chama de uma “agenda positiva”: não só de ir atrás do aluno que está faltando, do aluno que fica tendo problemas, mas também de dar à luz e incentivar e mostrar os alunos que estão fazendo progresso, que estavam faltando e agora não estão faltando mais, que fizeram um trabalho bacana... O coordenador de pais estabelece parcerias na comunidade. O programa tem muitos resultados super bacanas, mas tem também alguns desafios. Tem a questão da falta de cultura democrática e aí é uma questão que, dentro da escola... em toda a escola então tá estruturada pra atuar de um jeito... tem um monte de tarefas que a escola faz... mas não só da escola! É o desafio da gestão democrática dentro da casa, principalmente quando os meninos crescem, ficam adolescentes; o desafio da gestão democrática no país é um desafio... O coordenador de pais trabalha articulado com a equipe pedagógica. O que a gente vê? Quando o coordenador de pais chega na escola, num primeiro momento, normalmente, a gente vê um certo estranhamento. Então, a equipe da escola com um certo estranhamento de quem é essa pessoa da comunidade, quem é essa pessoa que não faz parte da escola e que está entrando, o que essa pessoa vai fazer? Num segundo momento, quando a equipe da escola, os professores, a gestão começam a ver os resultados, o que a gente vê é uma tendência, então, de eles acharem bom, gostarem do trabalho do coordenador de pais mas quererem que tudo que seja relacionado a: falar com os alunos que tenham problema, ir atrás de quem está faltando, receber os pais... passar tudo isso para o coordenador de pais; e a ideia não é essa! A ideia é que o coordenador de pais seja só um catalisador dessa relação. A gente tem um desafio de mudança na gestão educacional, porque esses projetos de educação dão resultados conforme eles são contínuos, ficam com o passar do tempo... e, volte e meia, seja com eleições, seja com mudanças na direção da escola, volta e meia o projeto para por causa disso. Tem a questão do perfil dos coordenadores de pais e o perfil das escolas. A gente tem visto que, em escolas menores, o trabalho tem resultados, mostra resultados mais rápido. Então, é muito mais difícil, por exemplo, numa escola com mais de mil alunos, com vários turnos, o trabalho do coordenador de pais fica um desafio. E eu vou falar do perfil do coordenador de pais junto com aquela última, que é a questão do financiamento. É um desafio. Porque, quando a Fundação Itaú Social leva o projeto, faz parceria com o município para implantar esse projeto, a Fundação financia o salário desses coordenadores de pais. E a ideia é que, então, eles têm resultados muito bacanas, mas como é que esse projeto continua? Como é que eles podem ser financiados, depois que a Fundação, então, sai?

Áudio: trilha animada