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Encontro Virtual 4ª edição: Experiências de Avaliação Fundação Eprocad

4ª edição do Encontro Virtual: Experiências de Avaliação da Fundação Eprocad com o tema: Futebol, uma nova visão de jogo.



Indicadores - pt. 2

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Transcrição

00:00 a 00:11 (Vinheta de abertura)

Imagem: Vinheta de abertura. Sobre fundo laranja, logomarca do Itaú aparece em primeiro plano à esquerda da tela. Na sequência, aparece a palavra “Social”, em azul escuro, ao lado direito da logomarca do Itaú. Um efeito de animação, faz com que todos os elementos saiam da tela e um fundo com textura de madeira aparece. Sobre ele, aparecem três retângulos em amarelo claro, que lembram aqueles papeizinhos com adesivos para anotações (post-its). Cada retângulo traz um texto diferente. No primeiro, à esquerda, “Quarto Encontro Virtual: Experiências de Avaliação”. No seu lado direito, “Fundação Eprocad: Futebol, uma nova visão do jogo”. Abaixo de ambos os retângulos anteriores, ao centro da tela, o terceiro texto: “A definição dos indicadores, Parte 2”. Os elementos se dissolvem, desaparecendo da tela e aparecendo a imagem da apresentadora.

Áudio: trilha animada com piano e percussão.

00:12 a 5:21 (Clarissa Gondim Teixeira – Fundação Itaú Social)

Imagem: Clarissa Gondim Teixeira, da Fundação Itaú Social, entrevista os convidados Ana Keller, ex-aluna Eprocad (Entrevistada 1) e Rafael Tavares, avaliador e consultor da Fundação Itaú Social (Entrevistado 2).

Áudio Apresentadora: E como esse três tempos serviu de ponto de partida para a construção da escala de valores? O que é essa escala de valores e como ela dialoga com essa metodologia?

Áudio Entrevistada 1: Todo trabalho da Fundação Eprocad a gente tenta estimular valores e atitudes em todo o processo. Então, a gente estabeleceu algumas escalas de valores para fazer o monitoramento de avaliação deles. E aí, a gente pensou em questões de respeito, solidariedade, cooperação, honestidade, prudência e justiça... para que todo esse processo possa ser avaliado.

Áudio Apresentadora: E tudo isso está muito intimamente ligado com a metodologia dos três tempos, porque eles, ao pensar nas regras, estão exercendo e exercitando todos esses valores.

Áudio Entrevistada 1: Exato! Então, ele tem que ter prudência no jogo. De como ele chegar naquele objetivo, o que ele precisa para chegar naquele objetivo. Que, para ele chegar naquele objetivo, ele tem que ter cooperação, ele tem que ter respeito e não pode ter a individualidade. Porque ele é um grupo, que tem que trabalhar em equipe. Então, tem que ter uma cooperação. Então, está tudo interligado ali. E todos esses valores são trabalhados em uma atividade, em um esporte. E depois é discutido com eles: “Vocês acham que tiveram respeito? Vocês acham que tiveram essa solidariedade?” Trazem algumas questões nesse ponto, como: “olha, naquela jogada, vocês tiveram respeito pela diversidade que tinha no jogo, que tinha meninos e meninas jogando junto”. Ou que “tinha crianças de 7 e 14 anos jogando junto”, porque há uma diferença... Então, todo esse processo eles têm um diálogo e eles refletem sobre todo esse processo.

Áudio Apresentadora: Muito bom! Rafael, como é que você lidou com a escala de valores? E como é que você buscou formas de mensurar isso, de uma forma mais objetiva para a realização da avaliação?

Áudio Entrevistado 2: Na verdade, foi um grande desafio. Foram vários encontros que nós tivemos com a Ana e com pessoal da Fundação para tentar primeiro entender bem o que é essa escala de valores, o que realmente está querendo se extrair dali. E é uma coisa realmente muito rica e foi construída! E o esforço que existiu foi de tentar transportar essa escala de valores para medidas que já são reconhecidas internacionalmente, reconhecidas na literatura que avalia esse tipo de habilidade, habilidades sócio emocionais. Então, esse foi o grande esforço. Desse transporte da escala de valores para esses instrumentos, foram gerados 6 seis blocos de perguntas, que foram: autoestima, impulsividade, garra, honestidade, lócus de controle, que é basicamente o quanto que a pessoa coloca nela ou em coisas exógenas, coisas fora dela, o destino dela no mundo, quanto que interno e externo, esse lócus. E no fundo, é uma coisa bem simples. São perguntas. Por exemplo, para a autoestima, foi criada a seguinte pergunta: “De modo geral, estou satisfeito comigo mesmo?”. Então são coisas da intimidade do indivíduo. E ele, ali no momento de responder o questionário, vai refletir sobre si mesmo e vai responder. Em geral, esses blocos são de cinco a seis perguntas e a escala varia de 1 a 5. Então, 1 discordo muito e 5 concordo muito. Então, é um pouco essa ideia. De fato, fazer com que o indivíduo pense sobre como ele se reconhece no mundo, sobre como ele se vê. E aí responde o questionário. Então, foi essa a ideia.

Áudio Apresentadora: E como você transforma essas respostas em um indicador? Você tem umas seis perguntas, cada uma com uma gradação de respostas. E aí, qual é a mágica para isso virar um número?

Áudio Entrevistado 2: É muito mais simples do que parece, na verdade. Porque, no fundo, o que a gente está fazendo é dando peso para essas respostas. Então, se o indivíduo disse que ele discorda muito, a gente dá peso 1 para essa resposta dele. Se ele concorda muito, a gente dá peso 5. A gente só vai calculando. Qual a proporção de indivíduos que respondeu 1 ou 5 em cada um dos grupos, tratamento e controle, e vê a diferença. Faz uma média disso tudo e vê a diferença.

Áudio Apresentadora: É uma média ponderada?

Áudio Entrevistado 2: É. No relatório, tem em detalhes. Acho que vale, quem está assistindo, dar uma olhada no relatório. Ele está detalhado. Dá para ver com detalhe o que foi feito realmente. E eu acho que vale para o aprendizado também.

5:22 ao Fim (Vinheta)

Imagem: Frase ao centro em cor azul: “Assista aos outros blocos”. De fundo, quatro imagens de momentos da entrevista dispostas de forma que forma um mosaico.

Áudio: trilha animada com piano e percussão.