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Curso de Avaliação Econômica de Projetos Sociais

A metodologia do curso de Avaliação Econômica de Projetos sociais apresentada por Rafael Camelo, avaliador e consultor e Marina Ferraz, da equipe de Avaliação da Fundação Itaú Social.



Curso de avaliação econômica de projetos sociais - Parte 06

A metodologia do curso de Avaliação Econômica de Projetos sociais apresentada por Rafael Camelo, avaliador e consultor e Marina Ferraz, da equipe de Avaliação da Fundação Itaú Social.

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Transcrição

00:00 a 00:10 (Vinheta de abertura)

Imagem: Animação de uma vinheta gráfica. Sobre fundo com degradê laranja, de cima para baixo, um efeito que parece rabisco de lápis de cor desenha um quadrado azul escuro, que se transforma na logomarca da Fundação Itaú Social. Na sequência, sobre um papel amarelo claro amassado, o texto escrito em azul: “Usos da avaliação”.

Áudio: trilha percussiva

00:11 a 4:36

Imagem: cenas variadas dos avaliadores da Fundação Itaú Social, Rafael Camelo e Marina Ferraz, que aparecem escrevendo em papeizinhos adesivos e conversando, como se estivessem em um workshop. Eles estão em uma sala onde há uma estante com muito livros ao fundo.

Áudio Marina: Com a avaliação de impacto deu resultado negativo e a avaliação qualitativa trouxe insumos importantes para a gestão do programa, a gente entendeu que, ao invés de encerrar o curso de avaliação, era importante reformulá-lo. Então, a gente reestruturou o curso, alterando o conteúdo e o trabalho que eles realizavam durante o curso. Antes, o curso tinha 72 horas de duração e a gente alterou para 54 horas. A gente também passou a oferecer uma oficina de avaliação, que é um curso mais enxuto. Ele é uma formação de 8 horas. Então, ele é de um dia só, onde se apresentam os principais conceitos de avaliação. O gestor é um gestor de projeto e não um avaliador! A gente alinhou às expectativas em relação a isso. Então, o objetivo do curso hoje é focado na gestão do projeto. O aluno sai do curso capaz de gerir um processo de avaliação. E a gente não espera mais que o aluno passe pelo curso e faça uma avaliação sozinho. Com isso, a gente otimizou recursos. E a avaliação econômica permitiu que a gente fizesse essa reestruturação com segurança e não fosse uma simples reestruturação em cima de percepções ou convicções. A avaliação trouxe resultados que foram importantes para a gestão.

Áudio Rafael: A avaliação é um processo que tem que ser muito honesto, ou seja, quem procura avaliação tem que procurar qualquer tipo de resposta que a avaliação queira dar. Em geral, a reação de gestores que não estão abertos à avaliação é de olhar para uma avaliação, achar que a avaliação não está medindo aquilo que ele esperava, aquilo que ele gostaria de ver, e se ater a outros tipos de informação, que são mais confortáveis e que medem aquilo que ele espera ver do projeto. É papel do gestor entender o que está vindo da avaliação e, principalmente, entender com aquilo pode impactar as suas ações. É entender como as suas ações podem ser transformadas em vista do que a avaliação traz. O papel de avaliação é um papel que necessariamente tem que estar fora da mão do gestor final do projeto. Isso é importante para não interferir no próprio trabalho de gestão. O trabalho de gestão tem toda uma lógica própria, tem rotinas próprias que a avaliação, às vezes, pode interferir muito. A avaliação tem uma outra lógica, que pode interferir com a lógica da gestão. E, além disso, dá uma certa credibilidade também. Você garante que a informação que está vindo da avaliação é uma inflação de fato externa, não é uma informação de alguma forma contaminada pelos gestores do projeto. Então, um aspecto muito importante em toda a avaliação é o diálogo entre o gestor e o avaliador. A sintonia entre quem avalia e quem comanda o projeto é muito importante, tanto pra acertar o foco da avaliação quanto para você acertar o uso dessa avaliação depois. Um outro aspecto muito importante, muito problemático em algumas situações, é o que fazer quando uma avaliação não dá o resultado esperado. Claro, que a gente fica decepcionado ! Como gestores, a gente olha para o nosso projeto e pensa: “poxa, então nós não estamos causando a mudança que a gente gostaria que tivesse alcançando!”. Aí, é o momento de olhar para o projeto e identificar o que se pode melhorar, onde estão as falhas e os pontos positivos para se reestruturar o projeto, pensando na melhor forma de impactar as pessoas, de acordo com os objetivos. O importante quando uma avaliação frustra as expectativas do gestor é principalmente não engavetá-la. Ou seja, não jogar fora a informação. É importante o gestor entender que uma informação negativa sobre o seu projeto também é uma informação relevante. E jogar fora, desconsiderar uma avaliação, é a mesma coisa que você quebrar um termômetro que está dizendo que você está com febre! Se você não gosta do resultado do termômetro, você não tem que quebrar o termômetro. Você tem que procurar ajuda.

4:37 ao Fim

Imagem: Vinheta de Fechamento. Efeito de transparência azulada sobre logomarca do Itaú, que aparece desfocada. No canto superior direito, o texto “Veja Também” acompanha duas imagens de outros episódios dessa série de vídeos sobre avaliação econômica de projetos sociais. No canto inferior direito, os dizeres: “Conheça mais em www.redeitausocialdeavaliacao.org.br”.

Áudio: trilha percussiva com violão.