Ir para conteúdo

Biblioteca

Curso de Avaliação Econômica de Projetos Sociais

A metodologia do curso de Avaliação Econômica de Projetos sociais apresentada por Rafael Camelo, avaliador e consultor e Marina Ferraz, da equipe de Avaliação da Fundação Itaú Social.



Curso de avaliação econômica de projetos sociais - Parte 03

A metodologia do curso de Avaliação Econômica de Projetos sociais apresentada por Rafael Camelo, avaliador e consultor e Marina Ferraz, da equipe de Avaliação da Fundação Itaú Social.

Ir para a transcrição do vídeo

Transcrição

00:00 a 00:10 (Vinheta de abertura)

Imagem: Animação de uma vinheta gráfica. Sobre fundo com degradê laranja, de cima para baixo, um efeito que parece rabisco de lápis de cor desenha um quadrado azul escuro, que se transforma na logomarca da Fundação Itaú Social. Na sequência, sobre um papel amarelo claro amassado, o texto escrito em azul: ”Como foi feita a avaliação de impacto?”.

Áudio: trilha percussiva

00:11 a 2:56

Imagem: cenas variadas do avaliador da Fundação Itaú Social, Rafael Camelo. Ele está em uma sala onde há uma estante com muito livros ao fundo.

Áudio Rafael: A gente iniciou a avaliação dos cursos pela avaliação de impacto. Do que uma avaliação de impacto precisa? Ela precisa essencialmente de dois grupos. Ela consiste na comparação entre dois grupos: o grupo tratamento, que foi o grupo que passou pelo curso; e um grupo de controle, que é um grupo mais semelhante possível ao grupo de tratamento, mas que não tenha passado pelo curso. Sempre que se faz uma avaliação de impacto, você tem que buscar onde você vai encontrar o melhor grupo de controle possível. Como, naquela época, a gente já tinha passado por aproximadamente 26 cursos em 14 cidades, achamos que a gente teria uma amostra suficiente tocar essa avaliação. Mas, essa oportunidade de encontrar um grupo de controle parecido só era oferecida nas cidades onde havia maior quantidade de alunos, que eram São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Essas três cidades ofereciam para a gente o que se chama de “lista de espera”, ou seja, um conjunto de organizações que poderiam fazer o curso, que estavam aptas a fazer o curso, mas que não tiveram vagas. Essa lista de espera traz para gente uma perspectiva interessante, porque ela é formada por organizações, em geral, muito parecidas com aquelas que fizeram curso. O nosso foco em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte era também por conta da gente ter uma larga lista de espera, que a gente pudesse usar como grupo de controle. No final das contas, a pesquisa da avaliação de impacto entrevistou quase 800 organizações, tanto que passaram quanto que não passaram pelo curso nesses primeiros cinco anos. O desafio na avaliação de retorno econômico é sempre como medir, em termos monetários, o benefício de um projeto. Então, no nosso caso, seria tentar medir qual seria o benefício monetário das organizações que passaram pelo curso. Para a gente conseguir chegar a essa medida monetária, adotou-se uma metodologia chamada de “Disposição a pagar”. E a ideia é tentar extrair, de maneira indireta, qual seria o benefício do curso. A gente lista alguns valores possíveis e as pessoas vão dando lances sobre se elas estão dispostas a pagar aquele valor ou se estão dispostas a pagar um valor um pouco menor ou um pouco maior. A gente faz esse processo até chegar a um valor médio de quanto as organizações estariam dispostas a desembolsar para obter um curso como o da Fundação.

2:57 ao Fim

Imagem: Vinheta de Fechamento. Efeito de transparência azulada sobre logomarca do Itaú, que aparece desfocada. No canto superior direito, o texto “Veja Também” acompanha duas imagens de outros episódios dessa série de vídeos sobre avaliação econômica de projetos sociais. No canto inferior direito, os dizeres: “Conheça mais em www.redeitausocialdeavaliacao.org.br”.

Áudio: trilha percussiva com violão.