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Educação Integral - Avaliação e Aprendizados

Palestrante Maína Campos, consultora na área de Avaliação Econômica de Projetos Sociais da Fundação Itaú Social.



Escola Integrada de Belo Horizonte: Como avaliamos, a metodologia e as transformações

A cidade de Belo Horizonte foi um dos municípios pioneiros no processo de implementação da Educação Integral no Brasil. Em 2006, com o objetivo de transformar a capital mineira em uma grande sala de aula, o Programa Escola Integrada interligou as propostas pedagógicas das escolas municipais aos diversos espaços da cidade, por meio da realização de parcerias e articulação intersetorial. Assista o vídeo e entenda como o projeto foi avaliado.    

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Transcrição

00:00 a 00:11 (Vinheta de Abertura com Animação Gráfica)

Imagem: Vinheta de Abertura com Animação Gráfica. Sobre um fundo totalmente branco , elementos gráficos aparecem gradativamente ao centro. Um quadrado laranja com traçado de pincel se forma, seguido do aparecimento da logomarca da Fundação Itaú Social, que se integra à lateral direita do quadrado. Estes elementos gráficos se deslocam para a esquerda da tela. À direita, os seguintes dizeres na cor laranja aparecem: “Educação Integral: Avaliação e Aprendizados”. Logo abaixo, o texto em azul escuro: “Encontro Temático”. Ao final, os elementos se dissolvem e a tela fica totalmente branca.

Áudio: trilha animada tocada por piano e instrumentos de corda.

00:13 a 0:16 (Segunda Vinheta com Animação Gráfica)

Imagem: Vinheta com Animação Gráfica. No centro da tela, os dizeres seguintes aparecem gradativamente sobre fundo branco: “Programa Escola Integrada de Belo Horizonte: implementação e avaliação”. O texto “Programa Escola Integrada de Belo Horizonte:” está em laranja e “implementação e avaliação”, em azul escuro. Na sequência, aparece uma seta como se tivesse escrita à mão, na cor laranja, apontando para a direita da tela.

00:17 ao Fim (Maína Celidônio , da Fundação Itaú Social)

Imagem: Pesquisadora Maína Celidônio, da Fundação Itaú Social, em uma sala de aula. Ela está à frente da tela de projeção e dirige-se aos participantes, que estão sentados à mesas em pequenos grupos.

Áudio: Agora eu vou falar com vocês sobre essa avaliação do Programa “Escola Integrada de Belo Horizonte”. Essa foi uma avaliação feita pela Fundação. Eu acho que ela é, em grande parte, uma avaliação modelo. Por quê? Porque ela é uma avaliação feita em duas etapas. A primeira etapa foi feita uma avaliação após um ano de Programa, basicamente sobre prática dos alunos e efeitos não cognitivos. E só, no caso quatro anos depois, ela foi olhar pra desempenho e notas. Então, ela conseguiu pegar as duas áreas: efeitos de curto e de médio prazo. Ele é um programa da Prefeitura de Belo Horizonte que atende um contraturno de alunos do ensino fundamental em várias escolas da rede. Foram 42 escolas integradas que entraram para o programa em 2007. E elas foram selecionadas... foi oferecido para escolas com maior vulnerabilidade e também disponibilidade de espaços públicos no entorno. Mas a adesão da escola era voluntária. Então, o Programa é duplamente voluntário, da escola e do aluno. Então, como é que eu vou avaliar esse programa? Vou falar um pouquinho mais da metodologia de avaliação pra vocês. Essas escolas, como a gente pode ver, existe uma focalização em vulnerabilidade. Então, o que acontece seu eu comparar as escolas que têm o programa escolas com escolas que não têm o programa? Provavelmente o que eu vou ver? Que as escolas que entram no programa têm um desempenho, provavelmente, pior do que as outras. Porque são escolas com maior vulnerabilidade. Então, qual é na verdade... o que a avaliação tenta? Eu tenho que achar um grupo de comparação adequado para o grupo de escolas que faz parte do programa. O grupo de comparação adequado não é o resto da rede. Porque o resto da rede é potencialmente melhor que essas escolas. Então, a gente criou dois grupos de comparação. O grupo de tratamento é os alunos que participam das escolas que participam. O meu grupo de comparação 1 são os alunos que não participam dentro das escolas que participam. E meu grupo de comparação 2 são alunos de escolas que não participam. E, mesmo com estes dois grupos de comparação, a gente faz técnicas estatísticas para tirar toda diferença da característica das escolas e da característica dos alunos. A ideia é eu tentar fazer um par. Eu vou fazer um par de um aluno que está numa escola, está no programa, com outro aluno que não recebe aquele programa o mais parecido possível. Para eu poder comparar esses alunos e ter uma comparação, vamos dizer, válida. Senão a gente vai comparar um aluno numa área super vulnerável e que tem o programa com um aluno numa área ótima, numa escola super equipada, onde os alunos têm um alto nível de desempenho.

3:09 a 3:17 (Terceira Vinheta com Animação Gráfica)

Imagem: Vinheta com Animação Gráfica. Mesma animação usada na abertura. Ao final, tela fica totalmente preta.

Áudio: trilha animada tocada por piano e instrumentos de corda.